quarta-feira, 12 de novembro de 2003

Depois de sair da entrevista eu parei na Praça da Independêndia, vi que em frente havia um boteco e calculei de imediato, eu tinha exatos R$ 2,00, que dava, na época para pagar uma cerveja e a passagem de volta para casa. Eu tinha vendido meu carro há três meses para saldar dívidas, contra a vontade do meu pai, que insistiu em me ajudar caso eu não o vendesse, mas o orgulho falou mais alto. Ainda mais porque eu fiz engenharia ao invés de medicina, como era de sua vontade. Sentei e vi um homem sentado, sozinho, que se aproximou de mim sob o pretexto de me pedir um cigarro.

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