quinta-feira, 18 de março de 2004

+ cacos de uma história



Depois da nossa separação ela, segundo me disseram, ficou com o seu chefe.

Como ela pôde ficar com aquele cara? Eu nem o conhecia, mas só de ouvir os seus comentários... Aliás, comentários esses que ela fazia na cama, pra mim...



O que será que ela fala de mim pr'aquele idiota? Que a gente já não transava há seis meses... Que ela tava sustentando a casa... Ah, mundo fálico! Porque me capastes?



Então, quase que me acordando de um transe, Aílton me chama:

-Morais, caralho! Me ajuda aqui com essa gorda, porra! Eu não consigo encaixar ela no caixão.

E, segurando a mulher pelos ombros, ordenei:

-Peraí. Pega ela pelos pés que vai.

E Aílton observou:

-Só ela já enche o caixão. Assim, a gente não vai usar nem um terço das flores.

-E tu vai vender o resto pra quem a essa hora da madrugada?

-Pra Nezinho, da floricultura, ele compra na boa. Ih, rapaz, tu tem muito que aprender ainda com o papa-jerimum aqui.

-Tô vendo...

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