segunda-feira, 6 de setembro de 2004

Chuva verde (21 de abril)

-Palmeira! É o Palmeira! É o Palmeira!

-Capa de chuva! Olha a capa! Olha a capa!

Eu moro em uma esquina onde, em dias úteis, carros e ônibus me acordam sem piedade. Em dias de jogo, toda aquela área ao redor do Parque Antártica fica infestada de flanelinhas, vendedores ambulantes, carrinhos de cachorro-quente, e claro, torcedores.

A chuva veio em hora bastante oportuna, abafando todos os ruídos que circulavam a minha cama. Lá, eu fiquei até enjoar - por volta das 18h00. Normalmente, eu consideraria aquele dia morto, quase inexistente mas, não, eu precisava daquilo. Precisava esquecer a roupa para lavar, casa para limpar, banho para tomar. Comer, eu precisava comer. Então, levantei.

-Você tá bem? - me perguntou Álvaro.

-Ótimo! - respondi.

Depois, veio novela, telejornal, música, Tiradentes, pizza fria e, ao final do meu longo dia, um beijo de Carolina.

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