segunda-feira, 28 de abril de 2008

MARIA BONOMI: Da Gravura à Arte Pública

Lançado livro que trata da obra da artista plástica Maria Bonomi, desde os anos de 1950 até os dias de hoje.

A obra está dividada em três partes: a tese de doutorado da artista, “Arte Pública. Sistema Expressivo/Anterioridade”, defendida na ECA-USP; textos escritos por Maria Bonomi, trechos de sua correspondência com outros artistas e agentes de cultura e entrevistas que concedeu; e uma biografia da artista na forma de ensaio, por Mayra Laudanna e Leon Kossovitch.

Entre as diversas atividades de Maria Bonomi registradas na publicação, estão gravuras, esculturas, painéis, instalações, cenários e figurinos para peças teatrais, capas e ilustrações para livros etc.

O livro é organizado por Mayra Laudanna, custa R$ 140,00 (na página da EDUSP) e tem 416 páginas.

Mais informações:
EDUSP

domingo, 27 de abril de 2008

Arthur Bispo do Rosário


Arthur Bispo do Rosário nasceu em Japaratuba, SE, em 1911 e morreu no Rio de Janeiro, RJ, em 1989.

Em 1925, muda-se para o Rio de Janeiro, onde trabalha na Marinha de Guerra do Brasil e na companhia de eletricidade Light.

Em 1938, após um delírio místico, apresenta-se a um mosteiro que o envia para o Hospital dos Alienados na Praia Vermelha. Diagnosticado como esquizofrênico-paranóico, é internado na Colônia Juliano Moreira, no bairro de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.

Entre 1940 e 1960, alterna os momentos no hospício e períodos em que exerce alguns ofícios em residências cariocas.

Bril Soleil
madera, lata.
100 x 48 x 7 cm.


No começo da década de 1960, trabalha na Clínica Pediátrica Amiu, onde vive em um quartinho no sótão. Ali, inicia seus trabalhos, realizando com materiais rudimentares diversas miniaturas, como de navios de guerra ou automóveis, e vários bordados.


Canecas, s.d.
32 canecas de alumínio, madeira, papelão e fios de arame
110 x 48 x 10 cm
Museu Bispo do Rosario (Rio de Janeiro, RJ)



Confetes (assemblage), s.d.
madeira, garrafas plásticas e confetes
113 x 47 cm
Museu Bispo do Rosario (Rio de Janeiro, RJ)



Manto de Apresentação (detalhe), s.d.
tecido, fio e corda
219 x 130 cm
Museu Bispo do Rosario (Rio de Janeiro, RJ)


Em 1964, regressa à colônia, onde permanece até a sua morte. Cria por volta de 1.000 peças com objetos do cotidiano, como roupas e lençóis bordados.


Muro no Fundo da Minha Casa , s.d.
madeira, cimento e vidro
11 x 50 cm
Museu Bispo do Rosario (Rio de Janeiro, RJ)



Objetos de Limpeza, s.d.
madeira, tecido e alumínio
dimensões variadas
Museu Bispo do Rosario (Rio de Janeiro, RJ)


Em 1980, uma matéria de Samuel Wainer Filho para o programa Fantástico, da TV Globo, revela a produção de Bispo.

Dois anos depois, o crítico de arte Frederico Morais inclui suas obras na exposição “À Margem da Vida”, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ.


Roda da Fortuna, s.d.
montagem escultórica - ferro, madeira e saco plástico
9 x 29,5 x 21 cm (base); 66,5 cm (altura); 51 cm de diâmetro (roda)
Museu Bispo do Rosario (Rio de Janeiro, RJ)



Talheres, s.d.
84 talheres de metais diversos e 2 caixas de papelão Hércules contendo 7 colheres cada uma; madeira, papelão, plástico, pregos, fita de tecido e fórmica
137 x 47 x 9,5 cm
Museu Bispo do Rosario (Rio de Janeiro, RJ)



Vinte e um Veleiros, s.d.
madeira, plástico e tecido
90 x 60 x 36 cm
Museu Bispo do Rosario (Rio de Janeiro, RJ)



Em 1989, é fundada a Associação dos Artistas da Colônia Juliano Moreira, que visa à preservação de sua obra, tombada em 1992 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Artístico e Cultural - INEPAC.

Sua produção está reunida no Museu Bispo do Rosário, denominado anteriormente Museu Nise da Silveira, localizado na antiga Colônia Juliano Moreira.

Fontes de pesquisa
Itaú Cultural
Officina do Pensamento

sábado, 26 de abril de 2008

Últimos dias para ver a Mostra de Trabalhos dos Mestrandos em Artes Visuais da FASM


A mostra vai até o dia 30, no Espaço Eugénie Villien, Faculdade Santa Marcelina.

Estão expostos trabalhos de Armando Butti, Carla Forcinetti, Célia Soares, Cláudia Tatit, João Liberato, Reinaldo Batista e Rosana Lopes.

O projeto expográfico é de Douglas de Freitas.

Mostra de Trabalhos dos Mestrandos em Artes Visuais da FASM
Das 8h às 22h.
Faculdade Santa Marcelina
Rua Dr. Emílio Ribas, 89, Perdizes
Telefone: (0/xx/11) 3824-5800

sexta-feira, 25 de abril de 2008

"João Cabeça de Feijão" estréia dia 01/5


A Cia. Articularte estréia o espetáculo infantil "João Cabeça de Feijão", com atuação aérea de bonecos e atores, cenários vivos e esculturas de chapéus.

A cenografia, os figurinos e os adereços são assinados por Helena Ramos e Paulo Galvão.

João Cabeça de Feijão
De 01/5 a 15/6.
Domingos (11h e 15h) e feriados (15h)
R$ 2,00 a R$ 8,00
Classificação: 3 anos
SESC Pinheiros - Auditório
Rua Paes Leme, 195, Pinheiros
Telefones: (0/xx/11) 3095-9400 / 9402

www.articularte.com.br

quinta-feira, 24 de abril de 2008

"Group Material: Caso Reaberto", com Julie Ault

A palestra acontece nesta sexta-feira, dia 25, às 19h30, no Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1.000,  Piso Flávio de Carvalho/BASE móvel).

O evento terá tradução simultânea e será transmitido online pelo site do Fórum Permanente.

O encontro faz parte do projeto Arte e Esfera Pública, organizado pelos artistas Graziela Kunsch e Vitor Cesar.

Saiba mais na página do evento.

Mais
Entre os dias 24 e 28, Julie Ault ministra a oficina "Contexto como Prática".
Para mais informações sobre a oficina, clique aqui.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

AQUARELA INTERNACIONAL - SÃO PAULO 2008 - MOSTRA DE ARTISTAS NACIONAIS

A Mostra de Artistas Nacionais é um evento promovido pela ABA (Associação Brasileira de Aquarela e da Arte sobre Papel) e o Núcleo de Aquarelistas da FASM, em parceria com a ABCA (Associação Brasileira de Críticos de Arte).

Trata-se de um dos maiores eventos voltados exclusivamente para a arte da aquarela, que dá continuidade à 1ª Quadrienal Internacional de Aquarela premiada em 2003 como “Melhor Ação Cultural em Artes Plásticas” pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte).

Clique aqui pra pegar o regulamento.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Inscrições abertas para a segunda edição do programa Rumos Educação, Cultura e Arte

Imagem: Helga Vaz/Itaú Cultural

O programa Rumos Educação, Cultura e Arte, que seleciona iniciativas no campo da educação não-formal, no contexto das organizações sociais e culturais, já iniciou o período de inscrições para a sua segunda edição.

Acesse aqui o regulamento e inscreva-se!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Color Chart: Reinventing Color, 1950 to Today

O MoMA faz exposição sobre a cor, desde os anos 1950 até os dias atuais. A curadoria é de Ann Tenkin.

Este post não tem a pretenção de ser uma dica – já que se trata de uma exposição na cidade de Nova Iorque –, mas acho que ele traz uma questão interessante: o uso contemporâneo da cor.

O vídeo abaixo foi retirado do site do programa Vitrine, da TV Cultura.



Pra ver a programação completa, clique aqui.

www.moma.org

domingo, 20 de abril de 2008

The Spirit


Prévia do filme de Frank Miller – baseado no personagem de Will Eisner, The Spirit – no 2008 NY Comic Con.

Giotto - Uma Ponte Entre o Velho e o Novo

Estátua de Giotto, Galeria degli Uffizi (detalhe)

Giotto revolucionou a pintura de sua época, afirmação que se podia ouvir em coro, entoada por amigos, admiradores, escritores e teóricos que eram contemporâneos seus.

Ele redescobriu a arte de criar ilusão de profundidade no plano do quadro. Foi reverenciado ainda em vida, sendo considerado um gênio. Rompeu com o conservadorismo bizantino, traduzindo para a pintura o realismo da escultura gótica.

Dante, amigo de Giotto e outro pilar dessa nova cultura, o admirava e o colocava como “um igual” – como se o reconhecimento de um validasse a competência do outro. Boccaccio, Sacchetti e Villani, por exemplo, falavam de um “renascimento da arte” – considerada morta por séculos, sob a influência bizantina – depois do surgimento de Giotto. Ele recriou o que na Europa ocidental já se havia perdido: a aura clássica.

O pintor se voltou aos clássicos, cujos temas eram essencialmente a natureza e a história – e, com a técnica de aprofundamento de imagens, numa tridimensionalidade mais elaborada, forjou a idéia de que a história estava se repetindo. Através do pensamento histórico, Giotto recuperou a “naturalidade”. Assim pareciam testemunhar os acontecimentos por ele representados. Depois dele, a História da Arte passou a ser também a história dos artistas.

Giotto di Bondone, A Lamentação de Cristo, c. 1305, afresco; Cappella dell'Arena, Pádua

Ambrogiotto di Bondone nasceu em Colle di Vespignano, próximo a Florença, por volta de 1266, e morreu em Florença, em 1337. Pouco se sabe de sua juventude. Pré-renascentista, do Trezentos italiano, séc. XIV, estudou na escola de Florença, e foi discípulo de Cimabue, que superou rapidamente, ofuscando-o. Conta-se que um dia Cimabue passou por Vespignano, indo a Bolonha e, ao ver o rapaz desenhando ovelhas numa pedra, cheio de espanto, perguntou-lhe como se chamava, “chamo-me Giotto e meu pai, Bondone”. Então, Cimabue pediu ao pai do jovem Giotto que lhe confiasse o filho e este, com o tempo, tornou-se o seu melhor discípulo.

Se isso é verdade ou não, pouco importa, já que Giotto carregou outras influências que não estavam em Florença. O que se observa na sua obra é um profundo conhecimento do ambiente romano, de Cavallini, como também da escultura pisana, que encontra seu maior nome em Arnolfo di Cambio – escultor romano do fim século XIII, morto nos primeiros anos do Trezentos, a quem Giotto sucedeu, nomeado arquiteto da construção de Santa Maria del Fiore.

Giotto era um homem do povo e tinha da divindade uma visão humanizada, franciscana. Por outro lado, não se preocupava com a beleza, mas com um tipo de rusticidade suavizada, profunda na substância. O artista pôs o seu pincel a serviço da causa franciscana e suas obras serviram de crônicas da vida do povo de Assis.

Era realista, sem ser óbvio. Era aparentemente simples na estrutura da composição, mas com sutilezas e processos, como o recorte no fundo, a organização dos planos e a sugestão de volumes, através do claro/escuro, que denunciavam rebuscamento. Giotto foi o pintor mais célebre do seu tempo, sintetizando as mudanças ocorridas em sua época.

Bibliografia
GOMBRICH, E.H. A História da Arte. Rio de Janeiro, Ed. LTC, 16ª ed, 1999.
ARGAN, Giulio Carlo. História da Arte Italiana, vol. 2. De Giotto a Leonardo. São Paulo: Cosac & Naify, 2003.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Seminário Internacional: Conceitualismos do Sul/Sur


O MAC (Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo) oferece o ciclo de palestras "Conceitualismos do Sul/Sur" – em português e espanhol –, de 23 a 25 de abril.

Pra pegar o programa completo e mais informações, clique aqui.

Processo de Seleção de Monitores File 2008

FILE
FESTIVAL INTERNACIONAL DE LINGUAGEM ELETRÔNICA
www.file.org.br
 
O FILE - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, em sua nona edição em SP, acontecerá na Galeria do Sesi, de 04 de agosto a 31 de agosto de 2008.
 
O FILE estará recebendo currículos dos interessados em participar como monitores no evento. Os monitores atendem aos visitantes explicando as obras assim como resolvem eventuais problemas técnicos. Para isso eles terão um curso preparatório e acompanharão a montagem da exposição podendo ter contato direto com os artistas.
 
Os pré-requisitos são:
1. Experiência na área de monitoria de exposição de arte
2. Conhecimentos técnicos de informática avançados
3. Conhecimento da língua inglesa avançada
 
Os monitores selecionados serão divididos em 2 turnos de 6h. por dia, manhã e tarde (09h30-15h30, 14h30-20h30) com uma folga semanal.

A remuneração será de R$ 750,00 pelo período de trabalho que inclui o curso de 1 semana. O curso será ministrado de 28/7 a 03/8.

A participação poderá contribuir nas atividades complementares de graduação e pós-graduação, estágios, etc.

O processo seletivo acontecerá em 2 etapas: seleção dos currículos e entrevistas agendadas.

Os interessados devem indicar no currículo o turno de sua disponibilidade.

Os currículos devem ser encaminhados até dia 09/5 para: filepress@hotmail.com

domingo, 13 de abril de 2008

Noosfera

O Homem e o Passo da Reflexão

Noosfera, do grego NOOS (mente, alma, pensamento, consciência) e SPHERA (corpo limitado por uma superfície redonda), é uma palavra que representa a camada psíquica nascida da noogênese1, que cresce e envolve o nosso planeta acima da biosfera, a camada formada pela multidão de seres vivos que cobre a superfície terrestre.

A criação da idéia de noosfera é atribuída ao padre e filósofo francês Pierre Teilhard de Chardin, que a teria elaborado nos anos 1920. Seus escritos teológicos e filosóficos, proibidos pela Igreja durante toda a sua vida, só foram divulgados após sua morte, na década de 1950. Marcados por uma visão sintética da evolução humana, eles dão valor ao fenômeno chamado de “passo da reflexão”. Este teria sido o ponto de partida para o que viria a ser uma “rede mundial de comunicação dos pensamentos humanos”, depois batizada de noosfera, em cujo coração agiria o "Cristo Evolutor", que é quem conduz a humanidade, ao um só tempo, para o "Ponto Ômega" (Reino de Deus)2.

Quando surgiu na natureza, o homem era igual a qualquer outro animal, exceto pela latente capacidade de refletir, como explica em detalhes o texto “A Noogênese Está Progredindo?”, de Maria Luiza Glycerio e Janice B. Paulsen. O sistema nervoso humano ainda era primitivo e seu movimento nômade impedia a comunicação por agrupamentos. Na era neolítica, a humanidade começou um movimento convergente sobre a Terra; grupos cada vez maiores foram se formando, favorecendo a formação de uma identidade e de uma consciência de si mesmos. Estava dado o “passo da reflexão”. Em conseqüência, surgia um novo fenômeno: o nascimento da noosfera, camada planetária, formada pelo conjunto do pensamento humano. A esse processo, então, deu-se o nome de noogênese.

A noosfera é uma camada em constante crescimento, desde o estágio mais primitivo até os pensamentos e tecnologias mais complexas. Ela é capaz de armazenar toda a consciência planetária, de abrigar todo o conhecimento humano. Tudo isso se deve a mudanças essenciais no cérebro humano e em seu sistema nervoso, antes primitivo, como dito anteriormente.

Glycerio e Paulsen, seguindo a rota de Chardin, ainda aprofundam a questão caindo no campo biológico para explicar as transformações neurológicas que acompanharam o processo evolutivo, tanto do homem quanto da própria noosfera. Esta evolui simultaneamente com o conjunto da evolução da consciência planetária.

Segundo o astrofísico Jean-Pierre Luminent, um sinal evidente da evolução desse “produto coletivo e aditivo” foi o surgimento da internet, que “materializaria” os efeitos noosféricos: “[...] no cybermundo, a noção de estrangeiro não existe”.

Notas
1 NOOGÊNESE, também do grego NOOS (mente, alma, espírito, pensamento, consciência) e GÊNESE (origem, formação, criação), é uma palavra que indica o ato de criação de qualquer coisa de psíquico.
2 Le Grand Larousse Universel, Tomo 14, p. 10095


Bibliografia
GLYCERIO, Maria Luiza, PAULSEN, Janice B. A Noogênese Está Progredindo?

domingo, 6 de abril de 2008

O Olhar Observador

“A Dança”, de Henri Matisse (detalhe)

Observar, assim como educar, é uma arte, no sentido de que requer treinamento e embasamento, por parte de quem observa ou de quem ensina. É a partir da observação realizada pelo estagiário que se cria a lente do futuro educador.

O olhar do estagiário e futuro arte-educador deve ser o mesmo do artista: uma visão apurada que implica um trabalho denso, cheio de significados. É um período de construção de maneiras de enxergar, competência importante no exercício de educar.

Ver, contemplar, encontrar respostas, abrir-se para o que está sendo exposto. É da conjugação desses verbos que se compõe o ato de observar. Mas a análise observacional deve ser criteriosa, selecionando e aprofundando pontos cruciais à construção de uma aula de arte, e é assim que a lente do futuro professor começa a ser regulada.

O observador precisa também cuidar da parte "menos poética" dessa fase em que deve ter sempre os olhos abertos. Embora menos poética, não é menos importante quanto a contemplação: dar relatório ao orientador ou supervisor de todo o caminho trilhado. Esse exercício é fundamental para que em determinado momento fique introjetado no estagiário o caráter investigador do profissional de educação.

Nesse período de reflexão, as experiências se formam na vida do estagiário observador, criando, dessa maneira, um terreno fértil para o futuro arte-educador. São ensaios importantes para o exercício de ensinar a arte. Ver o que se faz em uma sala de aula – o uso dos materiais, convencionais ou não; as dificuldades de determinados alunos; e também as dificuldades de implantar determinadas propostas pedagógicas, na escola ou em sala de aula – de forma empírica e incorporar isso ao repertório teórico, adquirido na faculdade ao longo do curso.

A observação, a pesquisa, o critério e a selação, enfim, toda essa gama de informações e comportamentos casa perfeitamente com a missão do arte-educador: absorver e repassar conhecimento, em um trabalho e esforço contínuos.

Sendo assim, a partir dos textos indicados, podemos chegar à conclusão de que, ao entrar em uma sala de aula como estagiário observador, o futuro professor deve ter o olhar determinado e focado em questões específicas – sem esquecer o todo, claro – que trarão, passo a passo, as respostas necessárias para o cotidiano do ensino da arte.

Bibliografia
MATISSE, Henri. É Preciso “Olhar” a Vida Inteira com Olhos de Criança. Publicado em Art et Education. Unesco, 1954.
TATIT, Ana. O Olhar do Observador.
Atividades Habituais em Artes. Cedac.