domingo, 27 de abril de 2008

Arthur Bispo do Rosário


Arthur Bispo do Rosário nasceu em Japaratuba, SE, em 1911 e morreu no Rio de Janeiro, RJ, em 1989.

Em 1925, muda-se para o Rio de Janeiro, onde trabalha na Marinha de Guerra do Brasil e na companhia de eletricidade Light.

Em 1938, após um delírio místico, apresenta-se a um mosteiro que o envia para o Hospital dos Alienados na Praia Vermelha. Diagnosticado como esquizofrênico-paranóico, é internado na Colônia Juliano Moreira, no bairro de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.

Entre 1940 e 1960, alterna os momentos no hospício e períodos em que exerce alguns ofícios em residências cariocas.

Bril Soleil
madera, lata.
100 x 48 x 7 cm.


No começo da década de 1960, trabalha na Clínica Pediátrica Amiu, onde vive em um quartinho no sótão. Ali, inicia seus trabalhos, realizando com materiais rudimentares diversas miniaturas, como de navios de guerra ou automóveis, e vários bordados.


Canecas, s.d.
32 canecas de alumínio, madeira, papelão e fios de arame
110 x 48 x 10 cm
Museu Bispo do Rosario (Rio de Janeiro, RJ)



Confetes (assemblage), s.d.
madeira, garrafas plásticas e confetes
113 x 47 cm
Museu Bispo do Rosario (Rio de Janeiro, RJ)



Manto de Apresentação (detalhe), s.d.
tecido, fio e corda
219 x 130 cm
Museu Bispo do Rosario (Rio de Janeiro, RJ)


Em 1964, regressa à colônia, onde permanece até a sua morte. Cria por volta de 1.000 peças com objetos do cotidiano, como roupas e lençóis bordados.


Muro no Fundo da Minha Casa , s.d.
madeira, cimento e vidro
11 x 50 cm
Museu Bispo do Rosario (Rio de Janeiro, RJ)



Objetos de Limpeza, s.d.
madeira, tecido e alumínio
dimensões variadas
Museu Bispo do Rosario (Rio de Janeiro, RJ)


Em 1980, uma matéria de Samuel Wainer Filho para o programa Fantástico, da TV Globo, revela a produção de Bispo.

Dois anos depois, o crítico de arte Frederico Morais inclui suas obras na exposição “À Margem da Vida”, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ.


Roda da Fortuna, s.d.
montagem escultórica - ferro, madeira e saco plástico
9 x 29,5 x 21 cm (base); 66,5 cm (altura); 51 cm de diâmetro (roda)
Museu Bispo do Rosario (Rio de Janeiro, RJ)



Talheres, s.d.
84 talheres de metais diversos e 2 caixas de papelão Hércules contendo 7 colheres cada uma; madeira, papelão, plástico, pregos, fita de tecido e fórmica
137 x 47 x 9,5 cm
Museu Bispo do Rosario (Rio de Janeiro, RJ)



Vinte e um Veleiros, s.d.
madeira, plástico e tecido
90 x 60 x 36 cm
Museu Bispo do Rosario (Rio de Janeiro, RJ)



Em 1989, é fundada a Associação dos Artistas da Colônia Juliano Moreira, que visa à preservação de sua obra, tombada em 1992 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Artístico e Cultural - INEPAC.

Sua produção está reunida no Museu Bispo do Rosário, denominado anteriormente Museu Nise da Silveira, localizado na antiga Colônia Juliano Moreira.

Fontes de pesquisa
Itaú Cultural
Officina do Pensamento

12 comentários:

marizalva lima disse...

Acho tão superficial a arte, é preciso morrer pra algum idiota achar e se mostrar em cima do artista que ele é o maximo, quando vivo era louco...Vejo eu como artista que esses críticos são um bando de frustrados. Já que não consegue fazer a arte.Marizalva Lima

marizalva lima disse...

Todo artista tem um pouco ou mais de loucura...Fora a maldição que nós temos.Minha familia foi a primeira a mim chamar de louca...é ai ...sou assumida porque Deus me deu o dom da criação.....

Tatiana disse...

Nossa!! que trabalho bom que ele fazia, gostei muito, comtemporâneo e de qualidade e muita criatividade, pena mesmo que foi valorizado depois de morto!

Osi disse...

É uma pena mesmo, Marizalva e Tatiana, ele ter sido reconhecido apenas depois da morte... Na verdade, ele foi descoberto antes, quando uma equipe de reportagem da Globo apareceu no manicômio, mas isso não mudou a realidade do Bispo, acredito.

É uma pessoa com uma história muito bonita e triste.

Obrigado pelos comentários.

Cris Lombardi disse...

Acho que ele tinha que estar num manicômio mesmo, é muita arte para uma pessoa só, brincadeira, mas se ele fosse vivo ia querer conhecê-lo pra ver se roubava um pouquinho dessa energia criativa dele, veja bem, sem recurso nenhum, ele consegue manifestar a sua arte com a simplicidade da sua alma. Parabéns Bispo, onde estiver fique sabendo que vc é um exemplo.

Osi disse...

Como diz um amigo meu, Cris, "é nisso que dá, não mataram no ninho"... rs... o cara era bom, sensível e, na sua loucura criou um universo particular, rico em poesia. Eu sou um grande fã do Bispo.

Obrigado pela visita.

Anônimo disse...

Ontem fui assistir a uma palestra na Biblioteca Porto do Saber aqui em Praia Grande Era sobre O Arthur Bispo que confesso que não conhecia,mas sai da palestra amando-o. Hoje estou pesquisando tudo sobre ele. A palestrante, D. Lurdes levou um cobertor de algodão e pediu que colássemos coisas nele. Materiais diversos. Foi emocionante. Esse cobertor fica em exposição no Palácio das Artes daqui e pode ir lá para colar objetos nele. Adoro a loucura na arte. Acho que uma não existiria sem a outra

Osi disse...

Também acho que um pouquinho de loucura sempre ajuda a temperar a arte B)

Anônimo disse...

o cara era louco, e vcs mais loucos ainda! isso é uma porcaria. kkkkkkkkkkkkkk

OSI NASCIMENTO disse...

Sua opinião é um direito que lhe cabe.

Deiber Barbosa disse...

É uma pena que os grandes artistas morrem... Na verdade a arte não acaba com o adormecer dos grandes cérebros que já habitaram aqui nesta terra, o fato é que Deus também precisa de obras primas no céu.
A pergunta que não se cala:
Será que Arthur Bispo era realmente louco, ou somos nós que não sabemos distinguir loucura de arte?

Osi Nascimento disse...

Obrigado pelo comentário, Deiber.

Olha, acho que um pouco de loucura sempre ajuda a arte B)