quarta-feira, 15 de julho de 2009

Arquivo N: Arthur Bispo do Rosário


Vídeo recomendando por Eduardo Pigatto, que está fazendo uma pesquisa em design gráfico sobre Arthur Bispo do Rosário.

terça-feira, 14 de julho de 2009

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Oficinas de vídeo no Sesc

Subjetividade em trânsito
O vídeo como instrumento para a emergência de novas subjetividades, com a cineasta Kika Nicolela.
De 14 a 17/7, das 19h às 22h.

Sophie Calle: tensões entre imagens
A obra da artista em diálogo com as tensões entre as imagens domésticas e aquelas geradas por circuitos de vigilância., com o professor Gabriel Menotti.
De 28 a 31/7, das 19h às 22h.

Grátis
Sesc Avenida Paulista
Av. Paulista, 119 (próximo à Estação Brigadeiro)
Tel.: (0/xx/11) 3179-3700
www.sescsp.org.br

sábado, 11 de julho de 2009

Do fundo do baú

Escrevendo o roteiro de "Guignard", eu lembrei de um antigo gibi que contava a história do Marquês de Tamandaré. Fui atrás porque sabia que essa história tinha um gancho inicial interessante: um pai contava ao filho quem foi o Marquês de Tamandaré.

Relendo a HQ, percebi que o gancho na verdade era um pouco mais preciso: o menino tinha acabado de construir um navio e o chamou de "Tamandaré", daí o pai perguntou "sabe quem foi Tamandaré?". E tem a partir daí início toda a história desse "herói nacional".

Eu pensei que não tivesse mais essa revista, qual foi a minha surpresa quando arrisquei procurar entre as minhas velhas revistas em quadrinhos. É uma HQ tão antiga que eu nem lembro como veio parar na minha mão, só sei que isso tem uns 20 anos – com a HQ em mãos é fácil perceber que sua editoração é pré-computador.

Tamandaré – Vida e Obra de Joaquim M. Lisboa tem roteiro e desenhos de José Menezes, foi editada pelo Ministério da Marinha – Serviço de Relações Públicas da Marinha e impressa pela Imprensa Naval. Não há nenhuma menção ao governo da época, o que torna mais difícil precisar a data da publicação.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Santa Maria


Marcos Estrela encontrou Maria usando a água da sua serigrafia sem permissão. Quando todos deram fé, Maria já dormia na loja de carros usados, comia na igreja evangélica, tomava banho na casa da vizinha de Marcos e já tinha adotado todos os gatos das redondezas.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Em busca da idéia perfeita

Às vezes, é difícil entender o que o cliente quer, assim como também muitas vezes não nos convencemos de que estamos no caminho certo. Pois eu me deparei com mais um trabalho desses. Tive que desenhar, redesenhar, pensar e repensar em como representar o desejo e a necessidade do cliente.

Segue abaixo o trajeto do trabalho, ainda em andamento. Clique nas imagens, pra ampliá-las.

Primeira idéia, representar a loja de maneira realista. As cores e os elementos das prateleiras nem foram elaborados e a idéia foi logo abandonada, por ser dura demais.


O realismo deu lugar ao conceito de boudoir, com um desenho a mão livre.

Alguns elementos que deveriam entrar no novo leiaute.

Mais uma mudança, desta vez, dando mais profundidade ao ambiente e uma colorização noir.

E aqui com um novo estudo de colorização.

Mais uma mudança radical, desta vez, voltando ao realismo, mas mantendo o cenário do boudoir.

Aqui, com as texturas e mais alguns objetos de cena aplicados.

Provavelmente, esta história continua... B-)

Crianças em contato com a obra de Bruno Munari

Ver, tocar, manipular, compor e decompor são diferentes ações relacionadas ao processo de aprendizagem e à formação cognitiva. Partindo disso, Proibido não tocar propõe um passeio inspirado na produção do designer Bruno Munari voltada para crianças.

Num percurso concebido especificamente para a idade pré-escolar, as crianças são conduzidas à experimentação baseada no fazer, na descoberta e na experiência multi-sensorial. Indo do percurso tátil, composto por diferentes situações e materiais, ao pré-livro, passando pelas mais diversas propostas de jogos, cada elemento presente foi pensado com o objetivo de provocar curiosidade, proporcionar descobertas e surpresas e conduzir a uma percepção mais aprofundada do mundo.

SESC Pinheiros
8/7 a 23/8
De terças às sextas-feiras, das 10h30 às 21h30.
Sábados, domingos e feriados, das 10h30 às 18h30.
Livre (recomendado para maiores de 2 anos).
Entrada franca.

Pra ajudar a contar uma história

Lendo o Guia Oficial DC Comics – Roteiros, da Opera Graphica Editora, escrito por Dennis O'Neil (ou Denny, como diz Stan Lee, que assina a introdução), eu pincei esse trecho do livro – são exatamente os primeiros parágrafos do guia.

"Me faça rir. Me faça chorar. Diga qual é o meu lugar no mundo. Me tire de minha pele e me coloque em outra. Mostre-se lugares que nunca visitei e me carregue aos confins do espaço e do tempo. Dê nome aos meus demônios e me ajude a enfrentá-los. Demonstre para mim possibilidades que nunca imaginei e me apresente heróis que me darão coragem e esperança. Alivie minhas mágoas e aumente minha alegria. Me ensine compaixão. Me entretenha e me encante e me ilumine.
Conte-me uma história." (O'NEIL: 2005, p. 9)

Esse livro me foi emprestado por Rodrigo Bueno – ele tá comigo há mais tempo do que devia, é verdade – e é o que tá me ajudando a escrever o roteiro.

Pra ilustrar este post, aqui vai mais um desenho do velho Guignard (clique na imagem, pra ampliar).

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Referente

Falar do próprio trabalho é sempre mais difícil do que falar do trabalho dos outros – eu acho que isso é um consenso. É um exercício de auto-análise e de auto-conhecimento. Essa busca por referências está trazendo algumas surpresas. De repente, eu me pego fazendo relações entre coisas que aparentemente não dialogavam, mas que estão muito ligadas. Buscar essas referências está sendo um desafio prazeroso e revelador.

Ao tentar encontrar aquilo que mais diz respeito ao meu trabalho de estudante de artes plásticas – uma produção que apenas começa a se desenhar –, eu tentei chegar ao que seria a gênese desse pensamento artístico e encontrei um comportamento que persiste em mim, desde a minha infância, que é o de customizar as coisas ao me redor.

Desde criança, quase tudo o que passou pelas minhas mãos sofreu alguma transformação. Os quadrinhos da Disney que painho comprava para mim eram lidos e depois tinham suas figuras recortadas, para a criação de novas histórias. Os soldadinhos de plástico sofriam algumas alterações, como ter suas armas e bases de sustentação retiradas à estilete e, em alguns casos, ganhar outros acessórios, como capas feitas de bexiga, coletes de bico de chupeta ou espadas de rebites. O campo de botão foi aposentado para dar lugar à uma micro cidade, desenhada em planta baixa com giz de cera, por detrás do campo. Os habitantes dessa cidadela, os muquiluquianos – nome retirado de um episódio de Alf, o ETeimoso, se não me falha a memória – foram feitos a partir dos à época bastante populares “pinos mágicos”, que eu e meu irmão cortávamos para esculpir as figuras, e às quais ainda adicionávamos um bico de spray ou pinos de um mosaico para fazer as vezes de chapéu, cabelo e até bigode.

Pinos Mágicos, da fabricante de brinquedos Elka

Olhando em retrospecto, esse modo de lidar com os objetos à minha volta me parece uma constante na minha vida. Essa constância me dá uma sensação de coerência muito agradável, porque mostra que apesar da sensação de estar pisando num terreno muitas vezes movediço, ele também pode se mostrar firme e amigável, porque é reconhecível, familiar.

Quando recebemos a proposta de escrever um texto que procurasse referências para o nosso trabalho, me vieram logo à cabeça referências puramente artísticas, até a proposta ser plenamente explicada e eu entender que havia uma idéia mais ampla nessa pesquisa.

Guto Lacaz, estudos para a série “Revolta dos Produtos”

Desde o primeiro ano de faculdade, em 2007, nas aulas da professora Inês Raphaelian, eu sinto que o meu pensamento está muito ligado ao de Guto Lacaz.

Lacaz tem um humor e uma inteligência nas relações sugeridas em suas obras que muito me atraem e que eu busco trazer para o meu trabalho.

Foi assim com “Copo Americano” (um copo americano pintado com faixas em vermelho, azul e branco), um trabalho que traz o cinismo de se chamar “copo americano”, mas que também remete à idéia que Caetano Veloso dá dos norte-americanos, quando fala na sua música “Americanos” que eles “representam boa parte da alegria neste mundo”. É um encontro, onde as cores da bandeira americana envolvem a forma praticamente institucionalizada do mais perfeito recipiente para a cervejinha do boteco.

Piet Mondrian, Composição com Vermelho, Amarelo e Azul, 1921, óleo sobre tela, 80 x 50 cm, Gemeentemuseum, Haia

É quase uma brincadeira – de gente grande – olhar o mundo à sua volta e romper com os significados das coisas nele existentes, subvertendo suas funções e formas. E eu acredito que isso acontece em “Plástico”, onde tampas de potes de sorvete presas a uma placa de fórmica preta sugerem em suas cores fortes um pensamento pictórico. Esse trabalho deixa de ser apenas escultura para se tornar um pouco pintura. Suas formas cortadas pelas linhas pretas da fórmica remetem a Piet Mondrian e suas composições em cores primárias, organizadas em linhas verticais e horizontais. O fato de estar usando o plástico em estado industrializado pode remeter também a Kurt Schwitters com suas colagens com papéis e sucatas de toda ordem. “Plástico” é uma pesquisa estética, mas também um reaproveitamento do que acabaria virando lixo.

Claro que há outros artistas passíveis de relação, como também deve haver outros “causos” onde se possa encontrar mais exemplos de como se forma esse raciocínio. É interessante também perceber que nós não somos apenas “nós”, mas um acúmulo de vivências, uma síntese de tudo o que vimos, fizemos e apreendemos. Essa síntese tenta agora se expressar. Ela quer aparecer. Descobri-la pode e deve ajudar nesse processo.

Da conta do digital

Numa conversa que já dura dias – que nasceu de um pedido de fonte de computador, para um trabalho do designer Eduardo Pigatto sobre Bispo do Rosario –, surgiu a idéia de digitalizar as letras, originalmente feitas com linhas de costura ou lã, que tornaram conhecido o artista da Colônia Juliano Moreira.

Achei que digitalizar essas letras, criando talvez a tipologia "Bispo", daria conta da proposta de Eduardo, melhor que a DIN Engschrift que ele me pediu. Depois veio a questão: é da conta do digital dar conta de tudo o que existe, inclusive nosso jeito de desenhar as letras? Posso estar falando bobagem, mas escrever a mão é o que nos resta de só nosso, e digitalizar a letra de alguém transformando o ato de escrever numa ação eletrônica seria quase que tentar tirar tudo de nós.

Claro que não é pra tanto. Tem muito mais coisas que a gente faz que o computador nem sonha fazer – leia, que nós não sonhamos que ele faça –, mas eu penso se não é hora de parar essas máquinas perigosas e avassaladoras (!).

Mesmo depois de escrever tudo isso, eu continuo com vontade de fazer a fonte Bispo.

Enfim, o meu

Depois de alguns meses pesquisando, agora é hora de pôr a mão na massa. Começo hoje a produzir o meu primeiro projeto de quadrinhos.

Pra não entregar o ouro de uma vez só, eu vou postar aqui, sempre que possível, alguma novidade deste projeto.

Por ora, fiquem com o primeiro esboço do meu objeto de pesquisa, o artista fluminense Alberto da Veiga Guignard.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Programação do Labmis



Apresentação da Residência Labmis

Alexandre Fenerich

Encontro para apresentação do trabalho desenvolvidos por Alexandre Fenerich, no Programa de Residência Labmis. No período de residência, o artista carioca trabalhou no projeto artístico intitulado Memórias de viagens por caminhos de ferro, sendo um espetáculo audiovisual.

A apresentação conta com a presença do artista experimental Luiz Duva, orientador do trabalho de Fenerich, e de Daniela Bousso, diretora executiva do MIS, criadora do Programa de residências artísticas do Labmis, ao lado de Priscila Arantes, diretora técnica do museu.

Sobre o residente
Alexandre Fenerich é mestre em composição musical pela UFRJ. Seu trabalho acadêmico trata das implicações da escuta não pautada pelo visual, a chamada "escuta acusmática", e sua condição de "escuta de imagens".

Compositor e flautista, trabalha com música eletroacústica e atua junto a outras áreas, como teatro, cinema e artes plásticas. Trabalha com Tato Taborda e seu multi-instrumento Geralda.

02/7, das 14h às 16h
Auditório Labmis
Entrada gratuita

Workshop
Arduino e Blender 3D

Radamés Ajna e Chico Ortz


A partir do uso de um sensor presencial simples, serão estudadas as possibilidades de conexão entre o hardware livre Arduíno e o software livre Blender 3D. A convergência entre os dois se dá pelo uso de diversos tipos de sensores e pelas possibilidades de programação oferecidas pelo Blender. O Arduíno permite, entre outras possibilidades, a utilização diversos processos de sensorização. O Blender, por sua vez, possui uma série de recursos para criação e manipulação de imagens tridimensionais.

Público: programadores, arquitetos, físicos e interessados em artes visuais.
Seleção: análise dos motivos de interesse descritos na ficha de inscrição.

14 a 18/7, das 16h às 20h30
Sala de Workshops Labmis
12 vagas
Inscrição: R$ 60,00 (50% de desconto para estudantes)
Pré-inscrição: www.mis-sp.org.br (preencher formulário)
Envio de inscrições para seleção até o dia 2/7.

Workshop
Materialidades do Cinema: da lanterna mágica ao videogame

Gabriel Menotti


Resgatando a pré-história das tecnologias cinematográficas e computacionais, o workshop pretende estabelecer uma ponte teórica entre os campos de audiovisual e novas mídias. O programa é baseado na exibição de obras e na exploração direta de diferentes dispositivos. As atividades criarão uma base para discussões abertas, relacionadas às praticas individuais dos participantes.

Público: estudantes e profissionais de qualquer área de imagem e novas mídias.
Pré-requisito: o conhecimento de inglês é recomendado, visto que muitas das leituras sugeridas serão nessa língua.
Seleção: disponibilidade de vagas

28/7 a 1/8, das 14h às 18h
Oficina de interfaces
20 vagas
Inscrição: R$ 60,00 (50% de desconto para estudantes)
Pré-inscrição: www.mis-sp.org.br (preencher formulário)

MIS
Tel.: (0/xx/11) 2117-4799
Av. Europa, 158