quinta-feira, 2 de julho de 2009

Da conta do digital

Numa conversa que já dura dias – que nasceu de um pedido de fonte de computador, para um trabalho do designer Eduardo Pigatto sobre Bispo do Rosario –, surgiu a idéia de digitalizar as letras, originalmente feitas com linhas de costura ou lã, que tornaram conhecido o artista da Colônia Juliano Moreira.

Achei que digitalizar essas letras, criando talvez a tipologia "Bispo", daria conta da proposta de Eduardo, melhor que a DIN Engschrift que ele me pediu. Depois veio a questão: é da conta do digital dar conta de tudo o que existe, inclusive nosso jeito de desenhar as letras? Posso estar falando bobagem, mas escrever a mão é o que nos resta de só nosso, e digitalizar a letra de alguém transformando o ato de escrever numa ação eletrônica seria quase que tentar tirar tudo de nós.

Claro que não é pra tanto. Tem muito mais coisas que a gente faz que o computador nem sonha fazer – leia, que nós não sonhamos que ele faça –, mas eu penso se não é hora de parar essas máquinas perigosas e avassaladoras (!).

Mesmo depois de escrever tudo isso, eu continuo com vontade de fazer a fonte Bispo.

2 comentários:

eduardo disse...

só depende de você.

vamos ficar famosos?

bispo do rosario.

Osi disse...

Como já disseram, o negócio é montar uma banda de rock, pra ficar famoso e xarope... hehehe

Abraço, Eduardo.