terça-feira, 17 de novembro de 2009

Intervenção em espaços públicos

Ontem a proposta do professor Artur Lescher foi intervir no espaço da faculdade, mas sem chamar atenção.

A idéia era fazer uma intervenção "invisível", mas que, uma vez vista, causasse alguma reação no interlocutor.

Um exemplo dado pelo professor foi a série Inserções em circuitos ideológicos, de Cildo Meireles, em que o artista aplica palavras de ordem ou de reflexão em objetos de grande circulação, como garrafas de refrigerante e cédulas.

A partir da proposta, saímos –eu e o resto da turma– em buscar de um lugar para trabalhar. Foi quando eu percebi que o forro do teto da faculdade tinha uns furos, em dois tamanhos diferentes, onde eu poderia pôr alguns bastões coloridos –contrastando com o branco do gesso.

A princípio, pensei em madeira, mas enquanto acompanhava o Rafael Genda até uma loja de 1.99 – ele que também estava procurando desenvolver a sua idéia– vi um pacote de canudinhos coloridos, aparentemente perfeitos pro que eu precisava.

Voltei à faculdade com o saco de canudos e, pra minha alegria, eles formavam, junto com os furos do forro da faculdade, uma feliz coincidência industrial.

Pra ser intervenção, algumas questões devem ser abordadas como a relação com o lugar e com o espaço. Com o lugar, os canudos se relacionam diretamente, à medida em que são elementos típicos de uma lanchonete, que foi onde eu apliquei o trabalho.



Nenhum comentário: