Há dois meses, desde a Saída Ilustrada – que aconteceu no Sesc Pinheiros, ministrada por Montalvo Machado –, eu e a minha amiga Thula Kawasaki estávamos ensaiando comparecer e ver qual é a de um evento que reúne num bar gente pra desenhar, ver desenhos de amigos e afins, falar de desenho e beber.
Chegamos ao bar Sujinho, local onde acontece mensalmente o encontro, e fomos recebidos por Hiro Kawahara, que nos explicou rapidamente como funcionava o evento. Sentamos com Fabio Corazza – que eu já havia conhecido na Saída Ilustrada – e mais uma turma de gente boa, divertida, e que desenhava muito.
Confesso que me senti um pouco constrangido vendo todos aqueles desenhos maravilhosos, soltos e descontraídos. Thula ainda disse que não desenhava havia bastante tempo, mas isso não nos impediu de começar a rabiscar o kraft posto sobre as mesas.

Thula, mostrando que desenhar é como andar de bicicleta
Posca vai, Posca vem, fomos sendo incluídos nas turmas e nas conversas. Eu conheci um monte de gente bacana. Bati um bom papo com Rosana Urbes, com quem eu devo exercitar o desenho, através de sessões de modelo vivo.
Enfim, chegou ao Sujinho a minha mulher, Carol, e o marido da Thula, Rafa. Nós montamos o que Montalvo chamou de "Bistequinho", porque a gente se instalou num salão ao lado de onde acontecia o Bistecão e a "modelo vivo da meia noite" – Carol e Rafa não são do ramo dos desenhos e afins, por isso a mudança de lugar.

Eu, falando mais do que desenhando
De um tempo pra cá, eu tenho sentido muita falta dessa troca de idéias e experiências. Ter participado da Saída Ilustrada, do Bistecão Ilustrado e poder participar das sessões de modelo vivo da Rosana Urbes vai ajudar a sanar esse problema da solidão, típico de quem trabalha em casa – e eu ainda conto com a companhia diária de um poodle (Chico), mas que, apesar de muito inteligente, não adquiriu a capacidade de discutir leiautes e paletas de cores, nem sabe desenhar.
Desenho feito pela Thula
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